Muitos pacientes reduzem ou até interrompem o uso do protetor solar durante o inverno, associando o frio à ausência de risco de dano solar. Essa associação é equivocada.
A radiação ultravioleta (UV), principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, depende parcialmente da sensação térmica. Parte dos raios UVA atravessam nuvens e vidros, e sua incidência se mantém significativa mesmo no inverno.
Isso significa que a exposição solar cumulativa, um dos principais fatores associados ao câncer de pele, continua ocorrendo mesmo em dias frios ou nublados.
Por isso, é recomendado manter o uso diário de protetor solar durante todo o ano, inclusive no inverno, e observar o surgimento de qualquer lesão ou mancha na pele que não cicatrize, mude de aspecto ou sangre com facilidade. Lembrar que muitos carcinomas de pele no início podem ser confundidos com uma “espinha que não vai embora”.
O diagnóstico precoce é o fator mais importante para um tratamento bem-sucedido.
Em caso de dúvida sobre alguma lesão, agende uma avaliação com o seu dermatologista.
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Agendar consultaDr. Felipe Cerci · Médico · Dermatologia · RQE 1023 · CRM-PR 24825
